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| GAZETA MERCANTIL - Fiador à moda antiga estão com os dias contados | | | Por: Regiane de Oliveira
29/04/2008
Gazeta Mercantil
O mercado de locações residencial ainda depende de uma figura muito tradicional na sociedade brasileira: o fiador. Segundo levantamento feito pelo Sindicato da Habitação ( Secovi-SP), o tipo de garantia mais utilizado nos aluguéis ainda é o fiador. Na amostra analisada o percentual dessa modalidade atingiu 48%. O depósito respondeu por 35% e o seguro-fiança atingiu 17%. Em 2006, o seguro-fiança respondia por apenas 12%.
Mas essa realidade está mudando. Esse nicho de mercado tem se tornado muito lucrativo, especialmente porque ninguém quer mais ser fiador. O seguro fiança tem 16 anos no Brasil e a questão do fiador é cultural, assim como em outros mercados.
Mas os seguros não são a única modalidade de substituição do fiador. Criada há quatro anos, a Fian House desenvolveu um serviço para assumir o papel de fiador nos contratos de locação residenciais e comerciais. Segundo Anderson Lima, presidente da empresa, a modalidade de fiança está regulamentada pelo Código Civil desde 1916 e prevê que o contrato de fiança garanta que obrigação assumida pelo devedor seja cumprida por outra pessoa, caso este não possa. "Em nosso caso, o contrato de fiança é firmado na figura da pessoa jurídica.
A lei não faz qualquer menção, ou proibição a fiança pessoa jurídica, sendo ela totalmente amparada pelo Código Civil", diz Lima. Apesar de a empresa não ser obrigada a manter vínculos com nenhuma entidade ou instituição, como é o caso das companhias seguradoras que estão vinculadas à Superintendência de Seguros Privados (Susep), Lima afirma que a operação assemelhase com a de uma seguradora. "A Fian House trabalha da mesma maneira que qualquer seguradora: temos reservas matemáticas/financeiras feitas dentro de cálculos atuariais para garantir o pagamento de eventuais indenizações", explica Lima.
Apesar de pouco tempo no mercado, o serviço da Fian House já conta com 3 mil clientes e uma expectativa de chegar a um faturamento de R$ 27 milhões em 2009. A empresa faz uma média de 1,2 mil contratos de fiança por mês, todos pela internet. Lima garante que seu produto chega a ser até 30% mais barato que o seguro em virtude da baixa inadimplência.
A idéia da empresa é trabalhar no modelo Casas Bahia, com clientes da classe C/D que, inclusive, não tem como comprovar renda ou tenham restrição no nome. "Dados do (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) Creci-SP mostram que 88% da população não consegue um fiador, por isso não podemos deixar de lado o segmento de clientes informais ou com restrição", explica o empresário. Aliás, ele garante que a sinistralidade da empresa é baixa, em torno de 18%, enquanto o do mercado de seguros chega a 49%. Outro diferencial é que a empresa comissiona a imobiliária que vende seu serviço, o que não acontece com as empresas de seguros. "A comissão é de 10% a 20% sobre o valor líquido da fiança", afirma. Esta estratégia ajuda e incrementar o boca-a-boca. |
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